Excesso de ruído provocado por alarmes representa um risco para os pacientes em hospitais

Em Todas , Poluição Sonora no Ambiente Hospitalar , Por Daniel

Excesso de ruído provocado por alarmes representa um risco para os pacientes em hospitais


Imagine-se caminhando por uma unidade de cuidados intensivos de um hospital comum a fim de ouvir os barulhos: Um ventilador buzina bem alto. Uma bomba de infusão emite um estridente bip a cada seis segundos. Um monitor de pressão arterial envia automaticamente um tom longo, um após o outro.
Estes barulhos particulares vêm de dispositivos e equipamentos médicos que verificam a existência de alterações potencialmente perigosas no ritmo cardíaco dos pacientes, pressão arterial e outros sinais vitais.
Mas a maioria desses ruídos são alarmes falsos ou não exigem ação. O ventilador emite um aviso porque um paciente tossiu. A bomba de infusão emite um sinal sonoro após ficar sem uma medicação que o paciente não precisa mais. O monitor de pressão arterial dispara depois que uma enfermeira ajusta um cateter na artéria do paciente.
Em números absolutos são várias centenas de alarmes por paciente por dia, que podem causar fadiga de alarmes. Enfermeiros e outros trabalhadores, confusos ou dessensibilizados mediante o bombardeio constante dos alarmes, muitas vezes reagem por abaixar o volume dos dispositivos, desligando-os ou simplesmente ignorando-os, ações que podem ter graves consequências, sendo potencialmente fatais.
Médicos e membros do Núcleo de Segurança do Paciente alertaram sobre a fadiga de alarmes há anos, mas o problema vem ganhando destaque conforme hospitais vêm investindo mais em dispositivos complexos, frequentemente ruidosos, destinados a salvar vidas. Recentemente, uma Comissão Mista que credencia hospitais, demonstrou grande interesse em tornar os alarmes de segurança uma prioridade, com risco de a instituição perder a sua acreditação. A comissão está exigindo que os hospitais identifiquem os alarmes que apresentam os maiores riscos de segurança por desnecessariamente acrescentarem ruído e/ou são ignorados. Em 2016, os hospitais devem decidir quem tem autoridade para desligar alarmes.

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